Amã – cidade de contrastes

Amã é uma cidade de contrastes.
Zonas verdes, ruas cuidadas e um ar cosmopolita. Outras áreas eram pobres, com muita confusão.
Nos subúrbios, um cenário ainda mais evidente, com contrastes mais gritantes.

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Vista da cidadela, Amã prolongava-se com inúmeros cubos pelas sete colinas.
A maior parte das casas tinham a mesma forma, a mesma cor e as varandas apontadas para o centro da cidade.
Legislação municipal impunha que todos os edifícios tinham de ser revestidos com pedra local.
Ao final da tarde, esta cor amarelada provocava um intenso brilho.

View from the citadel
Vista da cidadela

Amã, que já se chamou Filadélfia,  está situada entre o deserto e o vale do Jordão. Numa zona montanhosa.
Devido a uma grande importância estratégica, a sua história (com origem sete mil anos a.C. ) tem marcos relevantes. Por aqui passaram várias civilizações e foi o berço de três religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo.

Amã caracteriza-se igualmente por uma grande densidade populacional.
Cerca de dois milhões de habitantes.  Quase metade dos jordanos vivem na metrópole.
 Eram hospitaleiros e tolerantes perante a diversidade de costumes e culturas.

aman_cidadela_mesquita
Mesquita da cidadela (El-Qala)

Um dos must see é  a cidadela (El-Qala) com vista para o vasto casario.
O sítio arqueológico é muito extenso. Está quase todo em ruínas e uma parte significativa ainda está por descobrir.
Na altura em que visitámos, estavam a decorrer trabalhos arqueológicos em conjunto com técnicos espanhóis, ao abrigo de um protocolo de cooperação.

Atrás do palácio do governador foi reconstruída a mesquita com uma cúpula em azul metálico.

Era um dos lugares que mais se destacava. Mais ainda porque está na entrada.
Sinal do cruzamento de civilizações e religiões é o facto de, no mesmo espaço, haver ruínas de uma mesquita e também de uma  igreja bizantina.
Por outro lado, este facto revela o motivo porque o turismo religioso estava em expansão na Jordânia, com os mesmo lugares a serem considerados sagrados por mais do que uma religião.
Algumas das colunas da igreja foram retiradas do templo de Hércules.

temple of Hercules (Herakles)
Templo de Hércules (Herakles)

No meio das ruínas, o templo de Hércules, com a cidade por horizonte, tinha uma vista espectacular.
As colunas, muito altas, funcionavam como referência do olhar. 

O templo tem 31 metros de comprimento e 26 de largura. 
Não terá sido finalizado.
O templo de Hércules está datado de 162-166 d. C. e foi dedicado aos imperadores Marcus Aurelius e Lucius Verus.
Na cidadela encontra-se também o Archaeological Museum of Jordan. Com um grande acervo e muitos artefactos que foram descobertos na cidadela.

temple of Hercule
Templo de Hércules

O local era muito procurado por turistas mas também por locais. À noite, com iluminação, era espectacular.

Além das ruínas, a Cidadela funciona, também, como um dos melhores miradouros de Amã.
Está no alto de uma colina, no centro da cidade. A vista de 360 graus tem a cidade em volta. Noutra colina, no topo, via-se uma bandeira gigante da Jordânia.
Ainda noutra colina, o brilho do sol dava imensa vida ao casario monocolor.
Para o outro lado, destacava-se a mesquita El-Malek Abdullah, com a cúpula azul e os dois enormes minaretes. 
Era a principal mesquita da cidade.

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Anfiteatro romano

Um pouco mais próximo, para baixo, fica o anfiteatro romano.
A vista da Cidadela dá-lhe um ar imponente.
Quando entrámos tivemos igualmente uma percepção da dimensão. Uma longa escadaria que se estendia por uma colina. O anfiteatro tinha capacidade para 6 mil lugares (em 1948 foi um dos locais que acolheu milhares de refugiados palestinianos. Em duas semanas quase que duplicou a população de Amã).

A estrutura começou a ser construída no séc. II, com o império romano e na altura em que a cidade se designava de Filadélfia. Está virada para Norte, para evitar que o sol impedisse uma boa visão aos espectadores.
O anfiteatro foi restaurado em meados do séc. XX, depois de acolher os refugiados, e estava relativamente bem preservado.
À noite, com a iluminação, era um lugar muito fotogénico.

Outra visita obrigatória é à mesquita El-Malek Abdullah.
Tivemos de cumprir as regras. Descalços e as mulheres com um véu na cabeça.
A mesquita é esplendorosa. Obra do antigo rei Hussein, em memória do avô, começou a ser construída em 1982 e foi terminada em 1989.
A abóbada, de 35 metros, foi coberta com mosaicos em azul celeste. Como se fizesse a ligação ao céu. Muitos até a designam como a Mesquita Azul.

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El- Malek Abdullah

O interior permite reunir sete mil  fiéis e mais três mil nas zonas envolventes. 
É lugar de oração.
Na cúpula estão vitrais multicoloridos e ligeiramente abaixo, inscrições do Alcorão e um enorme lustre, redondo, que cobria uma área de vários metros e conferia uma luminosidade suave.
O chão encontrava-se coberto com um tapete vermelho decorado de estrelas azuis.
No interior da mesquita há um museu islâmico.

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Cidadela e Amman

A cidade tem muito mais para explorar. Os guias apontam outros pontos de interesse, cafés, mercados museus e outros monumentos.
O preferível é percorrer a cidade com um guia. A alternativa é táxi. Esqueça transportes públicos.
Muitos dos locais turísticos estão vigiados e é relativamente seguro passear.
O nosso hotel, o Imperial Palace Hotel tinha uma vigilância apertada. À entrada havia um controlo com detector de metais e no interior um polícia era presença permanente.
Com alguma raridade tem havido ações terroristas e desde o ataque em novembro de 2005, em que a al-Qaeda matou 60 pessoas, foram tomadas medidas especiais de segurança.
O turismo é uma fonte importante de receitas e a Jordânia tomou medidas especiais.
A sensação que se tem, tendo em conta a visita a outros locais procurados por turistas, é que há uma forte vigilância.
A própria família real também é alvo desta segurança reforçada.
No regresso a Amã, fomos ultrapassados por vários Porsche Cayenne. Seguiam a alta velocidade e ocupavam toda a estrada. Eram os seguranças da família real.

InfÚtil:
O clima é relativamente temperado. 
Com invernos rigorosos e verões muito quentes e com uma amplitude térmica considerável.
A melhor altura para visitar é entre Abril – Maio e Setembro – Outubro
.

As turistas podem visitar a Jordânia sem constrangimentos, embora seja prudente respeitar também alguns dos valores locais e solicitações em lugares de culto, como  cobrir a cabeça.

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Jordânia – InfÚtil

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