Castelo de Almourol – um dos ícones do Tejo

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Um lugar belo e misterioso.
Para alguns, talvez também seja um símbolo romântico e isso deve-se, em parte, a uma adulteração da estrutura feita no século XIX, que introduziu elementos decorativos.

A origem do castelo é desconhecida, talvez um castro pré-histórico e foi ocupado por vários povos.

O castelo foi reconstruído no século XII, em cima de uma base de granito 18 metros acima do nível da água e é um dos monumentos militares medievais que está intrinsecamente ligado aos Templários.

A estrutura base mantém-se até aos dias de hoje. Muralhas altas, protegidas por nove torres circulares e em alguns casos com dupla muralha, para o caso de o invasor conseguir infiltrar-se no interior.
A torre de menagem é o elemento que mais se evidencia, com os seus 20 metros de altura e a porta de acesso a cerca de 3 metros do solo.
Do alto da torre temos uma vista soberba para o rio, para a praia fluvial, a vila de Tancos e a encosta da montanha onde está o miradouro do Arrepiado.
A vista é ainda melhor quando se aproximam os barcos e ao pôr do sol.

O castelo é feito em cantaria de granito e alvenaria argamassada, o que lhe dá um ar robusto mas com o fim dos templários ficou ao abandono e sofreu muitos estragos com o terramoto de 1775.

Está classificado como monumento nacional, é património do Exército e está na dependência da antiga Escola Prática de Engenharia de Tancos. No Estado Novo chegou a ser residência Oficial da República Portuguesa.

Pode-se visitar o castelo. O melhor acesso é de barco, a partir do cais fluvial de Tancos ou do cais que fica mesmo ao lado da ilha.
Na travessia temos uma melhor noção da beleza da fortificação, do amontoado de pedras de granito que ajuda a proteger a estrutura e também da extensão do rio Tejo. Uma vista que vai quase até Constância e, do outro lado, até Tancos.
A travessia permite-nos também ter uma melhor ideia da extensão da ilha, com os seus 310 metros de comprimento e 75 metros de largura.
A subida é rápida e até encontramos oliveiras misturadas com cactos. Há informação ao longo do caminho e depois é olhar para cima, bem alto, para o topo das torres circulares.

O castelo é muito procurado por turistas. Não é, assim, de estranhar a recomendação, para quem quiser tirar o melhor partido da visita, que o faça bem cedo, numa altura em que há menos visitantes.

Se for nos meses de mais quentes, a visita pode ser complementada com uma ida a uma das muitas praias fluviais do Tejo e uma delas, a Praia do Ribatejo, faz inveja a quem chega ao alto do castelo e a contempla com algum cansaço e calor.

Castelo de Almourol – um dos ícones do Tejo faz parte do podcast semanal da Antena1 Vou Ali e Já Venho e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, Castelo de Almourol – um dos ícones do Tejo, pode ouvir aqui.

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