O Pulo do Lobo selvagem

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O Pulo do Lobo continua selvagem depois de ter deixado de ser um segredo bem guardado.
Hoje o ex-líbris do Parque Natural do Vale do Guadiana já entra nos roteiros turísticos mas continua agreste, arrepiante e indomável. A queda de água, as rochas, a força da natureza, o lugar isolado… tudo revela uma força selvagem e ao mesmo tempo de deslumbramento.
A catarata de 16 metros de altura e a água do Guadiana a fazer contorcionismo entre rochas afiadas ao longo de milhares de anos colam o nosso olhar a este prodígio da natureza.

O ambiente do Pulo do Lobo antes da catarata
O ambiente do Pulo do Lobo antes da catarata

O rio corre sereno por um vale enorme, com encostas altas e algumas marcadas por caminhos. Há uma antiga estação elevatória de água e metros depois acaba a harmonia.

O inicio das quedas de água
O inicio das quedas de água

A água ganha velocidade, cai nas cataratas e é engolida por um enorme vale de pedras que enrolam o Guadiana ao longo de centenas de metros.

As cataratas têm 16 metros de altura
As cataratas têm 16 metros de altura

Não se pense que são as rochas que levam a melhor. É a água que há milhares de anos provoca uma profunda erosão e que transforma o leito do rio, tornando-o cada vez mais profundo. O desnível do Pulo do Lobo formou-se na última glaciação.
Devido à erosão as rochas escuras têm formas invulgares. Algumas parecem completamente ocas com poças de água.

As rochas com concavidades provocadas pela erosão
As rochas com concavidades provocadas pela erosão

São os seixos arrastados pela água e num movimento circular desgastam as rochas e provocam estas concavidades.

O Guadiana depois das cataratas e envolvido pelo leito rochoso
O Guadiana depois das cataratas e envolvido pelo leito rochoso

Tudo isto aos nossos pés, com o olhar vertiginoso apoiado numa corrente metálica cujos apoios também já foram corroídos pela ferrugem.
Há unanimidade em todos os postos de informação para se ter cuidado e seguir as recomendações e o percurso sugerido.

Caminho do lado da Mina de S. Domingos
Caminho do lado da Mina de S. Domingos

Pode-se chegar por vários caminhos e há percursos pedestres pelos concelhos de Mértola e Serpa. Talvez o acesso mais fácil seja pela Amendoeira da Serra. Temos de entrar na Herdade Pulo do Lobo, abrir e fechar o portão e de seguida fazer o resto do caminho por estrada de terra batida.

Portão na Herdade Pulo do Lobo
Portão na Herdade Pulo do Lobo

O ponto final do percurso de terra batida é muito próximo da catarata.
Um pouco antes vale a pena parar para se ter uma visão de conjunto do vale, da longa garganta rochosa que encaminha o Guadiana para Sul.

Estrada de terra batida próximo das cataratas
Estrada de terra batida próximo das cataratas

Esta primeira impressão vai marcar o nosso olhar em todo o Parque Natural que tem uma especial relevância para a região conforme nos diz João Rolha, da Câmara Municipal de Mértola.

A garganta que encaminha o Guadiana
A garganta que encaminha o Guadiana

A necessidade de salvaguarda de algumas espécies ameaçadas como por exemplo algumas aves de rapina, está na base de uma importante componente cientifica e de investigação que está a ser realizada no Parque.

Aves junto às cataratas
Aves junto às cataratas

É também o caso da libertação do Lince Ibérico e da fauna do rio Guadiana onde se destaca o Saramugo.
O Lanternim é outra ave em risco. É visita habitual no Guadiana e tem um Centro Interpretativo em Mértola onde é também a sede do Parque Natural. As instalações podem ser visitadas.

Centro Interpretativo em Mértola
Centro Interpretativo em Mértola

A extensão do parque é de cerca de 70 mil hectares e tem algumas povoações dispersas. A paisagem foi influenciada pelo homem em horizontes enormes repletos de pinhal ou montados.

Rebanho no Parque Natural
Rebanho no Parque Natural

A Câmara Municipal de Serpa tem um projecto de construção de um passadiço no Pulo do Lobo. Pode ser uma mais valia importante para que a visitação seja mais segura e por mais espaços ao longo do Guadiana e da garganta rochosa.
A energia telúrica do lugar, mesmo com o passadiço, vai continuar a ser selvagem. Sem comunicações móveis, pelo menos de uma rede. Foi o isolamento que lhe deu fama com Cavaco Silva e, pelo menos na minha visita, os telemóveis continuam em silêncio.

O Pulo do Lobo selvagem
O Pulo do Lobo selvagem

O Pulo do Lobo selvagem faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, O Pulo do Lobo selvagem, pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

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