Verão os cuscos de Bragança

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O Verão é a altura ideal para saborear os cuscos de Bragança. São uma versão local dos cus cus que os árabes trouxeram para a Península Ibérica e que cada povo adoptou a seu gosto.
No concelho de Bragança os cuscos são ainda confeccionados de forma regular em quatro aldeias. Há também a particularidade de terem sido feitos a partir do trigo barbela.
É uma espécie autóctone que também corre o risco de extinção. Este tipo de trigo oferece boa qualidade e dureza suficiente para criar o granulado e preserva-se durante muito tempo.

Patrícia Cordeiro
Patrícia Cordeiro

No presente há apenas meia dúzia de pessoas que ainda confeccionam com regularidade os cuscos.
Patrícia Cordeiro é socióloga e está a elaborar uma proposta com a Câmara Municipal de Bragança para a classificação em Portugal dos cuscos na lista do Património Cultural Imaterial.

Confecção dos cuscos

O património alarga-se ao modo como é confeccionado como também a alg8ns instrumentos como é o caso da cuscozeira em barro. O prato é feito como um arroz. Vai ganhando sabor com a confecção e os outros condimentos.
Um dos pratos mais conhecidos é com os “rapazinhos”, cogumelos selvagens. Fazem também com carne ou os cuscos de tomatada. Outra forma de ser confeccionado é para sobremesa e fica muito parecido com o arroz doce.

Confecção dos cuscos

A prática habitual era para consumo familiar mas hoje é possível encontrar no menu de alguns restaurantes de Bragança. Como é um produto sazonal, precisa de calor para secar. A altura indicada é o Verão e é quando é possível encontrar à venda em feiras de produtos agrícolas e tradicionais na região de Bragança ou na eira do Pão de Samil
Os cuscos deixaram de ter a relevância económica do passado nas comunidades agrícolas. Era muito importante na dieta alimentar porque tem forte teor calórico. No Inverno era essencial na alimentação, em especial quando escasseavam outros alimentos.
site_cuscos_farinhaOs cuscos eram também uma fonte de rendimento para o escasso orçamento familiar. Consumiam os cuscos e vendiam a batata que tinha mais valor comercial.
Com a classificação como Património Cultural Imaterial, Patrícia Cordeiro está optimista sobre a preservação do modo como são produzidos e confeccionados os cuscos transmontano.
site_cusco_lumeUm dos motivos para este optimismo é a inovação. Jovens chefs estão a utilizar os cuscos na elaboração de novos pratos. O projecto de revitalização passa ainda pela criação de oficinas para que outras pessoas possam aprender e um roteiro para os visitantes poderem descobrir em detalhe como se fazem os cuscos transmontanos.
Verão os cuscos de Bragança faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, Verão os cuscos de Bragança, pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

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