Miguel Horta vai desenhar histórias com palavras

Miguel Horta é pintor e ilustrador e desde muito cedo se deixou encantar pela palavra. A palavra como instrumento de relação com os outros, um instrumento de compromisso social que foi impulsionado num contexto pessoal, “venho de uma geração pós 25 de Abril e houve uma organização que me influenciou muito, o Centro de apoio às organizações de base. Fui envolvido por um movimento de … Continue a ler Miguel Horta vai desenhar histórias com palavras

O génio do contador de histórias António Fontinha

António Fontinha é genial a contar histórias. Não há que ter receio em o afirmar. Não sou o único a qualificá-lo deste modo. Outros contadores de histórias disseram-me que era obrigatório ver uma sessão de narração oral com António Fontinha. Tive essa oportunidade na Biblioteca do Palácio Galveias em Lisboa e confesso que fiquei com um enorme problema. Como narrar a vivência, a densidade que … Continue a ler O génio do contador de histórias António Fontinha

Andante à procura do prazer da leitura

A Andante tem uma vocação muito singular: incentivar-nos a ler, a procurar o prazer da leitura. Cristina Paiva e Fernando Ladeira ganharam no ano passado o Prémio Ler+. Uma justa distinção por andarilhos que percorrem o país à procura de novos donos para as palavras que só existem quando ganham a vivência de um leitor ou de ouvinte. Na rádio, no teatro, num livro, na … Continue a ler Andante à procura do prazer da leitura

Museu da Marioneta e de todo o mundo

Ao passar a cortina e entrar na primeira galeria onde estão expostas as marionetas e as máscaras somos projetados para uma casa de histórias. Enredos que cada marioneta nos quer contar, significados do que ela representa e o impulso da nossa imaginação que lhe quer dar vida. O ambiente a meia luz favorece o nosso encontro com cada uma das marionetas, que são muitas, e … Continue a ler Museu da Marioneta e de todo o mundo

Acenda-se a candeia de azeite que vai começar o espetáculo com os Bonecos de Santo Aleixo

Muito antes da caixa da televisão já havia a caixa dos bonecos de Santo Aleixo que entretinha muitas pessoas nas aldeias alentejanas. E tem muitas mais qualidades que a caixa de televisão. Tem música ao vivo, dança, cantares, diálogos musicados, sapateado e frenesim de bonecos, tem gente a falar com as marionetas e até tem cheiro. Os mais de 60 bonecos deslumbram assistências mesmo em … Continue a ler Acenda-se a candeia de azeite que vai começar o espetáculo com os Bonecos de Santo Aleixo

Trulé, trulé! Vem aí a magia dos Robertos e de Manuel Dias

Manuel Dias é muito versátil na arte das marionetas. Também um apaixonado pelo que faz. Constrói os bonecos e podemos vê-lo e ouvi-lo com os D. Roberto, no espetáculo Robertos, Viola e Campaniça, ou a manusear marionetas no La Minuta e, com imensa sensibilidade,  a dar vida e a “dialogar” com as marionetas num palco. Trabalhar com os D. Roberto não é fácil. No espetáculo … Continue a ler Trulé, trulé! Vem aí a magia dos Robertos e de Manuel Dias

Menino Jesus da Cartolinha e de muitas lendas em Miranda do Douro

A figura do Menino Jesus da Cartolinha tem altar próprio na antiga Sé Catedral de Miranda do Douro, é adorado por muita gente e em agradecimento recebe muitas ofertas de peças de roupa. Quando se entra na enorme igreja está no lado direito, antes do altar-mor. O menino está em pé sobre uma base de madeira com figuras esculpidas de crianças que olham para os … Continue a ler Menino Jesus da Cartolinha e de muitas lendas em Miranda do Douro

Pintar e cantar os Reis no concelho de Alenquer

Quem desconhece o motivo fica surpreendido. Percorremos algumas ruas onde todas as casas têm desenhos e siglas pintadas nas paredes próximo da porta de entrada. Em cerca de uma dezena de aldeia do concelho de Alenquer. Na verdade, quem conhece os códigos, fica a saber a caraterização de cada família. Diz José Barbieri que, por exemplo, se “numa casa, no último ano, morreu alguém, as … Continue a ler Pintar e cantar os Reis no concelho de Alenquer

A “valsa das vivas” com a Charola de Conceição de Faro

Uma manifestação popular associada à quadra natalícia no Algarve é desenvolvida pelas chamadas charolas e remontam à época medieval. Um grupo de pessoas com instrumentos musicais, um estandarte e num tom festivo sobressaem pelos seus cantares e efeitos decorativos. O nome de Charola tem a ver com o meio onde era transportado o menino e que era levado porta a porta. Vitorino Inácio, presidente da Casa … Continue a ler A “valsa das vivas” com a Charola de Conceição de Faro

Cantar as janeiras na serra do Caldeirão e o presépio em cortiça de Cortelha

Andar em Janeiro ao final do dia a calcorrear a serra do Caldeirão não é fácil devido ao frio. O que vale ao grupo das janeiras é que existe o hábito de oferecer doces, aguardente de medronho ou um cálice de vinho do Porto. O que mais anima o grupo de janeiras da Associação dos Amigos da Cortelha, uma aldeia do concelho de Loulé, é … Continue a ler Cantar as janeiras na serra do Caldeirão e o presépio em cortiça de Cortelha

Presépios de todo o Mundo em Évora

O presépio é uma das imagens mais associadas ao Natal. Não apenas em Portugal ou no resto da Europa. A iconografia do nascimento de Jesus Cristo encontra-se em todos os continentes. Em Évora há uma coleção que ilustra esta diversidade. Era hábito em muitas aldeias portuguesas as pessoas fazerem o seu presépio com musgo que era apanhado no campo e também ajudarem no presépio da … Continue a ler Presépios de todo o Mundo em Évora

Festa dos Velhos de Bruçó

Dois casais colocam em alvoroço a aldeia de Bruçó na manhã do dia de Natal. Um casal de velhos e a Sécia e o marido. A Sécia, um homem vestido de mulher muito atrevida e exuberante, e intromete-se com outros homens. O marido veste um uniforme de soldado e tenta protegê-la das abordagens masculinas. Os quatro andam mascarados pelas ruas de Bruçó a fazer tropelias a … Continue a ler Festa dos Velhos de Bruçó

Museu Ibérico da Máscara e do Traje em Bragança

O Museu Ibérico da Máscara e do Traje em Bragança é o palco de uma cultura única desta região de Trás os Montes com o riso e a critica social a vestirem-se de cor e a serem reveladas pelas máscaras. Esta tradição foi distinguida pela Unesco através dos caretos de Podence e estende-se ainda à província espanhola de Zamora. Todas esta dinêmica está ilustrada no … Continue a ler Museu Ibérico da Máscara e do Traje em Bragança

Bolos do Cego – onde nasceu a torta de Azeitão e se comem os amores

Muita gente vai à Pastelaria Regional Cego, em Vila Nogueira de Azeitão, à descoberta do local onde nasceu a torta de Azeitão. O problema é depois escolher porque entretanto, surgem os amores e os mémés. “O que tem tido mais impacto é o mémé”, uma recriação de José Augusto Pinto, proprietário da pastelaria há 44 anos. Ele diz ainda que “as pessoas ficam um pouco surpresas”. … Continue a ler Bolos do Cego – onde nasceu a torta de Azeitão e se comem os amores

Os amigos de Peniche

O roteiro é doce e com história. Envolve ingleses e os penichenses. Como estamos em Peniche o esperado é começarmos pelas sardinhas. Mas, desenganem-se, são doces. Por isso, vamos primeiro aos doces regionais que são à base de amêndoa e os mais antigos e mais vendidos são os penichenses. Diz Alberto Cruz, proprietário da Pastelaria Roma, que é um pastel feito à base de ovos … Continue a ler Os amigos de Peniche

A vida nas Berlengas

A Berlenga é caso único na costa continental portuguesa. Na verdade, devido à sua dimensão, é a única a que com propriedade se pode chamar de “ilha”. Fica a pouco mais de 10km de Peniche e a Berlenga é vizinha de ilhéus, constituindo um arquipélago.A Berlenga é habitada e o arquipélago está classificado como Reserva Natural e há quase uma década foi eleito Reserva da … Continue a ler A vida nas Berlengas

Aos 97 anos a perícia de Natilde a fazer renda de bilros

A descoberta desta arte foi no Museu de Rendas de Bilros de Peniche. Ver dúzias  de bilros pendurados numa almofada com os fios que contornam alfinetes e seguem os desenhos em papel de cartão já causou alguma perplexidade perante a aparente complexidade da tarefa. Mas, maior foi a admiração ao ver a senhora Natilde, (com N) a fazer a renda em movimento de mãos acelerado … Continue a ler Aos 97 anos a perícia de Natilde a fazer renda de bilros