Igreja da Memória do tiro ao rei

A igreja da Memória tem vários nomes. Também é designada por de Nossa Senhora do Livramento ou de S. José. Todas estas designações remetem para o motivo porque foi construída. Foi neste local que o rei D. José sofreu um atentado em 1758. Três anos depois do tremor de terra de 1755. Na altura, a família real vivia na Ajuda e o rei estaria a … Continue a ler Igreja da Memória do tiro ao rei

Vamos ver e ouvir os grous em Campo Maior

Este fim de semana vamos ver grous. A ida é a Campo Maior ao II Festival de Grous. Para quem desconhece esta ave, Rui Machado, técnico de conservação da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SPEA, faz  uma breve descrição: “o grous é uma espécie grande, muito grande. Para quem nunca viu um grous, em termos visuais, pode assemelhar-se a uma cegonha, mas com … Continue a ler Vamos ver e ouvir os grous em Campo Maior

Os manipuladores do nosso encanto pelas S.A. Marionetas

Há 22 anos que andam a manipular. Manipulam bonecos, sentimentos, vozes e silêncios. Tudo para que quem assiste aos espetáculos seja envolvido na magia de dar vida aos bonecos. Além da sua materialidade, nós projetamos afetos e partilhamos as emoções. Só é preciso entrar no mundo da fantasia. Do ponto de vista técnico, Sofia Vinagre, um dos membros da S.A. Marionetas, cita o olhar de … Continue a ler Os manipuladores do nosso encanto pelas S.A. Marionetas

Carlos Marques – o contador de histórias irrepetíveis

Carlos Marques é um dos vários andarilhos que anda pelo país a contar histórias. Entra em cena como se tratasse de uma conversa de café, com amigos, vai perguntando a cada um coisas da vida mundana, mas é um jogo, uma técnica de sedução que pratica em “bibliotecas, festivais, encontros, teatros, salas de espetáculo…”. A solo ou em conjunto com “a companhia de teatro Algures, … Continue a ler Carlos Marques – o contador de histórias irrepetíveis

Miguel Horta vai desenhar histórias com palavras

Miguel Horta é pintor e ilustrador e desde muito cedo se deixou encantar pela palavra. A palavra como instrumento de relação com os outros, um instrumento de compromisso social que foi impulsionado num contexto pessoal, “venho de uma geração pós 25 de Abril e houve uma organização que me influenciou muito, o Centro de apoio às organizações de base. Fui envolvido por um movimento de … Continue a ler Miguel Horta vai desenhar histórias com palavras

O génio do contador de histórias António Fontinha

António Fontinha é genial a contar histórias. Não há que ter receio em o afirmar. Não sou o único a qualificá-lo deste modo. Outros contadores de histórias disseram-me que era obrigatório ver uma sessão de narração oral com António Fontinha. Tive essa oportunidade na Biblioteca do Palácio Galveias em Lisboa e confesso que fiquei com um enorme problema. Como narrar a vivência, a densidade que … Continue a ler O génio do contador de histórias António Fontinha

Lua Cheia de histórias

A Lua Cheia há 22 anos que nos embala com histórias em particular para crianças. Histórias contadas em narração oral ou em peças de teatro onde é frequente o recurso a marionetas. Diz Maria João Trindade, atriz e diretora artística da Lua Cheia, que “desde o início que nós gostamos de fazer este trabalho misto, de ator e marioneta. Trabalhamos também muito para a criança, … Continue a ler Lua Cheia de histórias

Andante à procura do prazer da leitura

A Andante tem uma vocação muito singular: incentivar-nos a ler, a procurar o prazer da leitura. Cristina Paiva e Fernando Ladeira ganharam no ano passado o Prémio Ler+. Uma justa distinção por andarilhos que percorrem o país à procura de novos donos para as palavras que só existem quando ganham a vivência de um leitor ou de ouvinte. Na rádio, no teatro, num livro, na … Continue a ler Andante à procura do prazer da leitura

Museu da Marioneta e de todo o mundo

Ao passar a cortina e entrar na primeira galeria onde estão expostas as marionetas e as máscaras somos projetados para uma casa de histórias. Enredos que cada marioneta nos quer contar, significados do que ela representa e o impulso da nossa imaginação que lhe quer dar vida. O ambiente a meia luz favorece o nosso encontro com cada uma das marionetas, que são muitas, e … Continue a ler Museu da Marioneta e de todo o mundo

Acenda-se a candeia de azeite que vai começar o espetáculo com os Bonecos de Santo Aleixo

Muito antes da caixa da televisão já havia a caixa dos bonecos de Santo Aleixo que entretinha muitas pessoas nas aldeias alentejanas. E tem muitas mais qualidades que a caixa de televisão. Tem música ao vivo, dança, cantares, diálogos musicados, sapateado e frenesim de bonecos, tem gente a falar com as marionetas e até tem cheiro. Os mais de 60 bonecos deslumbram assistências mesmo em … Continue a ler Acenda-se a candeia de azeite que vai começar o espetáculo com os Bonecos de Santo Aleixo

Trulé, trulé! Vem aí a magia dos Robertos e de Manuel Dias

Manuel Dias é muito versátil na arte das marionetas. Também um apaixonado pelo que faz. Constrói os bonecos e podemos vê-lo e ouvi-lo com os D. Roberto, no espetáculo Robertos, Viola e Campaniça, ou a manusear marionetas no La Minuta e, com imensa sensibilidade,  a dar vida e a “dialogar” com as marionetas num palco. Trabalhar com os D. Roberto não é fácil. No espetáculo … Continue a ler Trulé, trulé! Vem aí a magia dos Robertos e de Manuel Dias

Menino Jesus da Cartolinha e de muitas lendas em Miranda do Douro

A figura do Menino Jesus da Cartolinha tem altar próprio na antiga Sé Catedral de Miranda do Douro, é adorado por muita gente e em agradecimento recebe muitas ofertas de peças de roupa. Quando se entra na enorme igreja está no lado direito, antes do altar-mor. O menino está em pé sobre uma base de madeira com figuras esculpidas de crianças que olham para os … Continue a ler Menino Jesus da Cartolinha e de muitas lendas em Miranda do Douro

Pintar e cantar os Reis no concelho de Alenquer

Quem desconhece o motivo fica surpreendido. Percorremos algumas ruas onde todas as casas têm desenhos e siglas pintadas nas paredes próximo da porta de entrada. Em cerca de uma dezena de aldeia do concelho de Alenquer. Na verdade, quem conhece os códigos, fica a saber a caraterização de cada família. Diz José Barbieri que, por exemplo, se “numa casa, no último ano, morreu alguém, as … Continue a ler Pintar e cantar os Reis no concelho de Alenquer

A “valsa das vivas” com a Charola de Conceição de Faro

Uma manifestação popular associada à quadra natalícia no Algarve é desenvolvida pelas chamadas charolas e remontam à época medieval. Um grupo de pessoas com instrumentos musicais, um estandarte e num tom festivo sobressaem pelos seus cantares e efeitos decorativos. O nome de Charola tem a ver com o meio onde era transportado o menino e que era levado porta a porta. Vitorino Inácio, presidente da Casa … Continue a ler A “valsa das vivas” com a Charola de Conceição de Faro

Cantar as janeiras na serra do Caldeirão e o presépio em cortiça de Cortelha

Andar em Janeiro ao final do dia a calcorrear a serra do Caldeirão não é fácil devido ao frio. O que vale ao grupo das janeiras é que existe o hábito de oferecer doces, aguardente de medronho ou um cálice de vinho do Porto. O que mais anima o grupo de janeiras da Associação dos Amigos da Cortelha, uma aldeia do concelho de Loulé, é … Continue a ler Cantar as janeiras na serra do Caldeirão e o presépio em cortiça de Cortelha

Presépios de todo o Mundo

O presépio é uma das imagens mais associadas ao Natal. Não apenas em Portugal ou no resto da Europa. A iconografia do nascimento de Jesus Cristo encontra-se em todos os continentes. Em Évora há uma coleção que ilustra esta diversidade. Era hábito em muitas aldeias portuguesas as pessoas fazerem o seu presépio com musgo que era apanhado no campo e também ajudarem no presépio da … Continue a ler Presépios de todo o Mundo

Festa dos Velhos de Bruçó

Dois casais colocam em alvoroço a aldeia de Bruçó na manhã do dia de Natal. Um casal de velhos e a Sécia e o marido. A Sécia, um homem vestido de mulher muito atrevida e exuberante, e intromete-se com outros homens. O marido veste um uniforme de soldado e tenta protegê-la das abordagens masculinas. Os quatro andam mascarados pelas ruas de Bruçó a fazer tropelias a … Continue a ler Festa dos Velhos de Bruçó