Um mar de encantos no Museu Marítimo de Ílhavo

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O fascínio do mar e o heroísmo dos pescadores do bacalhau no Atlântico Norte na pesca à linha e em pequenos botes estão representados em detalhe no Museu Marítimo de Ílhavo. A visita termina no aquário do bacalhau com a maioria dos exemplares provenientes da Noruega e da Islândia e que são um encanto.

Ílhavo é uma terra dedicada ao mar e à vizinha Ria de Aveiro. A sua vocação marítima encontra expressão no Museu Marítimo.

Entrada na sala Fauna Maior
Entrada na sala Fauna Maior

O porto com os barcos da pesca na Terra Nova e Gronelândia está muito próximo, na Gafanha da Nazaré e o ponto de partida do Museu é também a “Faina Maior”, a pesca do bacalhau.

Utensílio para a pesca do bacalhau
Utensílio para a pesca do bacalhau

A pesca à linha executada pelos portugueses e que foi transformada em lenda internacional, com o pescador solitário num bote (dóris) no meio do gélido oceano.

Os portugueses tiveram a única frota internacional do bacalhau e que se destacava pela pesca à linha. Esta prática só terminou na década de 70 do século passado.
O historial está minuciosamente retratado no Museu Marítimo.

Galeria com utensílios da pesca do bacalhau e da rotina de um bacalhoeiro
Galeria com utensílios da pesca do bacalhau e da rotina de um bacalhoeiro

Estão em exposição muitos instrumentos, informação sobre o dia a dia dos pescadores e as técnicas de pesca e de conservação do pescado. São também salientadas as dificuldades e a necessária robustez física. Era uma atividade épica e dramática, cuja imagem o próprio Estado Novo promoveu.

Bacalhoeiro em exposição
Bacalhoeiro em exposição

A sala dedicada à “Faina Maior” é muito grande e o elemento central é um bacalhoeiro de madeira que tem no seu interior alguns botes. O Museu tem milhares de peças relativas à pesca do bacalhau e a coleção em exposição é uma das mais relevantes a nível internacional.

O Museu Marítimo de Ílhavo tem outras coleções permanentes.

Embarcações tradicionais da Ria de Aveiro
Embarcações tradicionais da Ria de Aveiro

Uma é dedicada à Ria de Aveiro com nove « de madeira em tamanho real. Barcos pequenos e outros com enormes mastros e velas como os moliceiros e saleiros.

Detalhe de uma das embarcações tradicionais de madeira
Detalhe de uma das embarcações tradicionais de madeira

Podemos também ver como eram construídos e os símbolos de cada construtor.

Sala das embarcações tradicionais da Ria de Aveiro
Sala das embarcações tradicionais da Ria de Aveiro

Ao longo dos dois pisos há ainda uma coleção de arte e outra sobre a ligação ao mar dos portugueses em geral e das gentes de Ílhavo em particular.

Numa das salas, sobre história natural, sente-se de imediato que estamos num lugar especial.
Conchas em exposiçãoÉ a sala da conchas e das algas. É um dos lugares de maior encanto e deve-se à beleza das conchas e à forma como estão expostas. Muitas pertenceram a um colecionador francês que as ofereceu ao Museu em 1965. Outras estiveram na Expo98 e foram oferecidas pelo Oceanário de Lisboa ao Museu Marítimo.

Aquário dos bacalhaus
O espaço mais deslumbrante é, talvez, o aquário dos bacalhaus.

Bacalhaus no aquário
Bacalhaus no aquário

Podemos ver ao vivo os bacalhaus no segundo piso e depois vamos descendo, contornando o aquário e com a visão cada vez mais próxima dos peixes.
No auditório, a através de janelas grandes, vemos mais em detalhe os bacalhaus.

Vista geral do aquário dos bacalhaus
Vista geral do aquário dos bacalhaus

O aquário tem mais de três metros de altura, a temperatura da água oscila entre os 10 e 12 graus e a quase totalidade dos peixes são da espécie Gadus morhua, o bacalhau do Atlântico. A grande maioria é proveniente da Noruega e Islândia.

Aquário dos bacalhaus
Aquário dos bacalhaus

O aquário foi construído em 2013 e permitiu ao Museu obter várias distinções. Não foi uma novidade. O edifício que reformulou o museu é de 2001 teve também vários prémios internacionais. A renovação do edifício e do projeto arquitetónico foi também um impulso para a ampliação do Museu e a criação de novas valências.

Navio-museu Santo André
O Museu Marítimo tem ainda um pólo na Gafanha da Nazaré. É o bacalhoeiro Santo André. Um arrastão que andou na pesca cerca de 50 anos. Primeiro no mar do Norte e depois no Atlântico Sul.
É um navio emblemático e é muito interessante porque é um importante património industrial da pesca por arte de arrasto. Tem dois porões, um de salga e outro de congelação, que decorre da tradição portuguesa do bacalhau seco.

Navio-museu Santo André
Navio-museu Santo André

O Santo André está próximo do porto da Gafanha da Nazaré onde estão atracados barcos que pesca na Terra Nova e na Gronelândia. Do outro lado da Marginal estão armazéns e escritórios de algumas das mais relevantes empresas de pescado que têm atividade em Portugal.

Navio-museu Santo André
Navio-museu Santo André

O Santo André deixou de estar em atividade em 1997 e foi transformado em museu após um protocolo entre o armador e a Câmara Municipal. O município de Ílhavo é também a entidade responsável pelo Museu Marítimo.

Nos últimos anos foram criadas novas valências e uma delas é um centro de investigação, o CIEMar-Ílhavo e um dos projetos que desenvolveram é o arquivo digital Homens e Navios do Bacalhau.
Um mar de encantos no Museu Marítimo de Ílhavo faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, Um mar de encantos no Museu Marítimo de Ílhavo, pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

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