Kuala Lumpur

Kuala Lumpur é um dos exemplos de modernidade, crescimento económico e uma metrópole onde coexistem várias comunidades e religiões.
Um agradável stop over até Malaca.

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Kuala Lumpur

O aeroporto fica a cerca de 50 km de Kuala Lumpur e fiz a viagem de táxi.
Há um comboio rápido que faz a ligação à cidade. Foi o transporte utilizado na saída. A estação é a Sentral.

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Fiquei no Invito Hotel Suites.  Era recente e os taxistas tinham dificuldade em encontrar o caminho, apesar de ficar situado no triângulo dourado, uma das zonas mais comerciais e turísticas da cidade.

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

O hotel tinha boa qualidade, com quartos espaçosos e uma vista ampla para a cidade. Em particular, no 28º andar, onde fui tirar fotos à torre de Kuala Lumpur. Cortesia de um dos empregados porque estes pisos estavam reservados para apartamentos.
Em baixo, a recepção é enorme e ao lado um bar que embala a noite dos hóspedes com música. Mas nada comparado com as ruas onde há mais agitação nocturna.

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Golden Triangle

As ruas centrais estão repletas de restaurantes, barraquinhas e casas de massagem.
A noite de Kuala Lumpur é agitada, em particular nesta zona do Triângulo Dourado.
Fica tudo pejado de gente. Às duas da manhã há filas de carros.
Locais e turistas vão para a rua jantar.

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Rua de restaurantes

Há ruas inteiras com restaurantes de um lado e outro. Iluminadas de forma improvisada,  fios a atravessar as ruas e lâmpadas no meio, com decoração chinesa. Pelo meio, passam carros e filas de pessoas.
Há música por todo o lado. Amplificada e, em alguns locais, com músicos a tocar à frente das mesas.
As especialidades estão em fotografias no placard ao lado do nome do estabelecimento.
A maior parte dos restaurantes serve comida asiática. Apesar da enorme afluência, o serviço é rápido.
A primeira experiência gastronómica foi arroz com galinha numa transversal da Changkat Bukit Bintang. Não foi positiva a estreia. A galinha estava mal frita.
Fiquei admirado com o preço: 10 rupias, qualquer coisa como dois euros.

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Tenda de comida

A abundância e o prazer da noite não é para todos. Ao lado do restaurante, um jovem deficiente (uma perna atrás das costas) arrasta-se pelo chão, ao mesmo tempo que canta e empurra um sistema de amplificação de som. Percorre o alinhamento dos restaurantes, várias dezenas de metros.
Nesta rua também há muitas tendas de fritos, espetadas, mariscos, castanhas confeccionadas com uma planta escura, até ficar uma pasta, e venda de fruta.
Não pude abastecer-me com mangustão porque no hotel não é permitido. Optei por pitaya e jaca.

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

Kuala Lumpur é uma cidade com grande densidade populacional e repleta de arranha- céus. Há poucos edifícios antigos. Na verdade, a cidade não é muito antiga. A sua origem remonta a meados do séc. XIX, quando da extração de estanho. Cerca de meio século depois foi destruída por uma inundação.
A reconstrução, com a administração britânica, evitou casas de madeira e optou pela utilização de tijolo e telha, típicos do sul da China.
A ampla área urbana é dominada pela junção de dois rios e a tradução à letra de Kuala Lumpur é  “confluência enlameada”.

Menara KL Tower
Menara KL Tower

Hoje, em função deste passado, a cidade tem poucos espaços verdes nas zonas comerciais e algumas áreas estão muito poluídas.
Nos subúrbios há mais espaços verdes, essencialmente com palmeiras, e zonas com muita água. Contudo, há mais casas rasteiras e blocos de andares em prédios velhos de cimento.

Na cidade os destaques no horizonte são torres enormes e linhas de luzes vermelhas e brancas dos carros, em fila, nos acessos ao centro..
É este o cenário a partir da Torre de Kuala Lumpur, a Menara KL Tower, um dos melhores locais para contemplar a cidade.

Fui até ao ponto de observação sem vidro, 276 metros de altura.
Para chegar aqui, tive de fazer um longo passeio mas compensou já que fiquei até ao pôr do sol (o horário estende-se até às 22h).
O acesso é fácil (o que custou mais foi a rampa no topo do parque Bukit Nanas que preserva a área verde mais antiga da cidade).
A torre foi construída em 1994 , tem 421 metros e é um dos símbolos do desenvolvimento da Malásia.

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Petronas Towers

Com o pôr do sol, a cidade maquilha-se com a luz artificial.
As Petronas Towers são o foco preferido das máquinas fotográficas mas não menos interessante é a filigrana das luzes dos prédios e dos carros em fila numa via rápida.

As torres Petronas pertecem à companhia com o mesmo nome, a maior petrolífera da Malásia e uma das maiores da Ásia.
A construção das duas torres foi concluida em 1998 e cada uma tem 88 andares atingindo os 451.9 metros.
Os edificios têm uma estrutura em aço e vedação em vidro, o que lhes dá um aspecto muito moderno e deslumbrante. A arquitectura remete para motivos da arte islâmica.
São bonitas e a ligação entre as torres gémeas introduz uma sensação de segurança.
Como as torres estão muito próximas da Torre de KL, as duas estruturas fazem concorrência no horizonte.

Petronas
Petronas

O acesso é fácil. Há muitos transportes públicos, a paragem é na KLCC Station e outra possibilidade é através da KL Hop-On Hop-Off, uma empresa de autocarros turísticos.
O bilhete para 24h custa 45 rupias e percorre a parte central da cidade.
Se for esta a opção, tenha em conta o sol e muito trânsito.

Em frente das torres há uma extensa praça, serve de base para os tripés. Nos dias de hoje, é mais para as selfies.
Próximo da entrada a segurança é discreta, os carros têm de circular a uma distância considerável  e há muita gente a passear.
Além dos turistas, as torres têm numerosos escritórios e os pisos térreos estão ocupados por um centro comercial cosmopolita.
Na entrada do centro comercial estavam em exposição duas réplicas da equipa de fórmula1 da Mercedes, a equipa patrocinada pela Petronas.
Aproveitei para comprar mais jaca no supermercado e fazer uma pausa num café.
O empregado perguntou-me a nacionalidade. Foi a segunda vez, neste ano, que encontrei um ser humano que não conhecia Cristiano Ronaldo (a anterior foi na Bolívia), uma referência automática de interlocutores mundo afora mal revelamos a nacionalidade.
Nota relevante: à segunda-feira não há acesso aos pontos de observação.

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Sultan Abdul Samad Building

Merdeka Square, traduzido à letra, quer dizer Praça da Independência (em Jakarta há uma outra com o mesmo nome) e foi aqui que em 31 de Agosto de 1957 foi hasteada pela primeira vez a bandeira da Malásia.
O que chama mais a atenção é o edifício do sultão  Abdul Samad,  com forte influência árabe.
A torre do relógio é um dos pontos mais fotografados em Kuala Lumpur. Edifício inaugurado em 1897, ainda no tempo da administração britânica, serviu de sede ao império. Hoje alberga o Supremo Tribunal.
Praticamente da mesma altura é o Royal Selangor Club, outra construção imponente, local de encontro da sociedade colonial britânica.

Merdeka Square
Merdeka Square

A praça é dos locais mais marcantes do período colonial e o arquitecto do edifício do sultão, Anthony C. Norman, é também o criador de outros prédios que circundam a praça.

Mais discreta é a St. Mary’s Anglican Cathedral , que está localizada na zona norte da praça e facilmente identificada graças a um jardim em frente.
A catedral foi edificada em 1894 e ainda hoje é lugar de culto da comunidade anglicana.
Não muito longe fica a mesquita Masjid Jamek.

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Jovens mulheres

A comunidade islâmica é maioritária. Kuala Lumpur é uma cidade multicultural, com cruzamento de etnias e religiões.
A etnia dominante é a malaia e há uma forte influência chinesa devido à imigração de chineses que, no séc. XIX, foram trabalhar para as minas.

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Barbeiro no Triângulo Dourado

As pessoas são muito simpáticas e prestáveis a qualquer pedido de informação. Uma única excepção: quando fotografei uma mulher numa casa de massagens e fui contemplado com um gesto hostil…
A comunidade chinesa tem forte influência na arquitectura, artes e comércio.
Tal como em muitas outras cidades asiáticas, também Kuala Lumpur tem uma chinatown. Fica numa zona antiga.

Chinatown
Chinatown

Prédios coloridos enfeitam as ruas, a maior parte de dois pisos. O rés-do-chão é dedicado ao comércio. Lojas de calçado, roupa, relógios, ourivesaria, chapéus, comida…Muita contrafação.
O piso superior destina-se a alojamento ou armazém. Em alguns destes prédios encontramos tabuletas a indicar que são hotéis ou hostels. Ruas com muito trânsito e  grande afluência de pessoas. As vias são largas mas, devido à confluência de carros e pessoas, parecem mais estreitas.

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Petaling Street

A zona mais conhecida é a Petaling Street, uma rua pedestre e mais vibrante à noite. A decoração é tipicamente chinesa.
Candeeiros de papel esvoaçam sobre as tendinhas e parte da via tem uma cobertura metálica para protecção do sol e da chuva. Os candeeiros e muita da decoração tornam o vermelho a cor predominante.
 Mais difícil é catalogar os aromas.
A grande variedade e quantidade de vendedores ambulantes de comida, as lojas de alimentos e especiarias, os cafés e restaurantes ao ar livre, tudo isto despoleta uma imensa variedade de cheiros e memórias.
Considerada uma zona comercial por excelência, a procura deve-se sobretudo à fama de que encontramos aqui produtos baratos. Talvez…
Os guias dizem que, habitualmente, os preços estão inflacionados 15 a 30% e é preciso regatear.

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Chinatown

As ruas estão lotadas de locais, chineses e também há muitos turistas. Alguns vão às compras mas a maioria vem visitar.
Os locais não se incomodam com as fotografias, desde que haja negócio…
A chinatown está mais embelezada na Petaling street, embora as outras ruas não sejam desagradáveis. Talvez sejam até mais pitorescas.
Convém andar, descobrir, sem medo porque não há sinais para alarme. A segurança é igual a qualquer outro ponto da cidade.
Pode-se deambular e entrar em templos budistas. Sentir o cheiro do incenso e contemplar as oferendas aos falecidos, os rituais sem grandes cerimónias. Ou descobrir um mercado, numa rua lateral, onde se vende carne, frango, frutas, verduras e peixe.
Curiosamente, o peixe não é vendido como no sul da China, vivo e dentro de um tabuleiro com água. O ambiente é soturno, pouca luz, abafado. Não admira só haver locais e nem um turista.

Ao lado está o Mercado Central. Uma construção antiga, o azul dá-lhe um ar distintivo. No entanto, é mais um centro comercial com algumas galerias de arte.
Circula-se bem e na parte traseira encontramos artesãoes e uma ala dedicada a retratistas. Há mais lojas de pintura. Uma delas despertou-me curiosidade porque não há traço de pincel, é o acrílico em bruto, com a forma como sai do tubo.

Uma parte significativa das lojas é dedicada à venda de peças de vestuário, essencialmente para mulher.

Kasturi Walk
Kasturi Walk

A ala lateral, a Kasturi Walk, é mais recente (2011) e tem as lojas habituais do comércio de rua e muitos restaurantes.
A rua é comprida (menor do que a Petaling street) e à entrada tem uma estrutura metálica, tipo borboleta.
Gostei mais da chinatown.

No final do quarteirão da chinatown e do mercado central, surge uma praça grande onde se destaca o hotel  Geo, um prédio antigo, alto e com uma arquitectura que se demarca claramente nesta zona.
Do outro lado da rua deve estar um dos empresários mais azarados de Kuala Lumpur.
É um café que, mesmo à frente, tem uma paragem do city tour.
Os turistas vão ali matar a sede mas, entretanto, chega um autocarro e partem todos em debandada.
Uns deixam o pedido a meio porque é proibido entrar no autocarro com bebidas. Outros não têm muito mais sorte. Mal bebem um golo do almejado freeze, têm de deitar fora o resto se querem fazer a viagem. Por vezes é frustrante ser-se turista…

Ver ainda:
Malaca – o novo turismo colonial
Malásia – introdução
Fotos

4 comments on “Kuala Lumpur”

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