Grutas de Santo António: alguém andou aqui a brincar

Sem comentários

As grutas são resultado de brincadeira e de alguém muito criativo. Mil e uma “torres de castelos”, cada uma com formas diferentes, assim parecem as inúmeras estalagmites e estalactites douradas que decoram a maior sala de uma gruta visitável em Portugal.

É um desvario de imaginação as grutas de Santo António e, por isso, são muito diferentes das outras que existem nas Serras de Aire e Candeeiros.


A natureza concentrou aqui a inspiração. Também teve tempo para isso.

Percurso ao lado de enormes estalactites
Percurso ao lado de enormes estalactites

Foram 105 milhões de anos, quando da queda de um meteorito que deu origem ao actual “canhão da Nazaré” e originou alterações na geomorfologia e à criação da gruta.
O resto, a “decoração” foi o tempo, a água e os sais minerais. Gota a gota….

Há pequenos lagos de água
Há pequenos lagos de água

A água das chuvas cria ainda pequenas lagoas e riachos e um ambiente de relaxe e de grande inquietação caso alguém apague as luzes porque fica tudo na mais profunda penumbra.
A única entrada de ar e de luz é no cimo de um algar de dezenas de metros. Vê-se quando entramos nas grutas. Foi aqui que em 1955 uma criança seguia uma ave que se refugiou no “poço”. A criança deparou com a abertura e chamou o pai.

Algumas estalactites quase que se completam com estalagmites
Algumas estalactites quase que se completam com estalagmites

Foi o inicio da descoberta de um longo segredo em que o seu “tesouro” é uma sala de 4 mil metros quadrados, a maior sala de uma gruta visitável em Portugal. É um espaço enorme, repleto de muitas formações.

Formações no interior da sala
Formações no interior da sala

O ponto mais alto da sala está a 43 metros do solo.
António Conceição, um dos guias da gruta, refere que as pessoas quando começam a subir a escadaria e vislumbram a sala manifestam o seu espanto por um lugar tão amplo e diversificado em formações.

Percurso circular na sala
Percurso circular na sala

O percurso é circular e permite ver de várias perspectivas o espaço e os vário elementos no solo ou suspensos no teto. Poucas completaram a ligação. Muitas têm num dos extremos um pingo de água, seguindo um percurso natural, sem qualquer intervenção externa. Apenas numa parte, a deslocação de ar faz deslizar as gotas de água no topo de uma enorme estalagmite.

O deslumbramento
O deslumbramento

Nesta zona a temperatura, em todo o ano, oscila entre os 16 e os 18 graus.
A gruta tem ao todo 6.000 m2, é visitável um corredor e duas salas e a profundidade é de 100 metros.

As grutas de Santo António ficam próximas das Grutas de Alvados, no concelho de Porto de Mós.

Grutas de Santo António: alguém andou aqui a brincar faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui. A emissão deste episódio, Grutas de Santo António: alguém andou aqui a brincar, pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:
Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s