A arca de Noé no Parque Biológico da Serra da Lousã

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O Parque Biológico da Serra da Lousã tem cerca de 400 animais de 47 espécies e representam uma parte significativa das raças autóctones portuguesas.
Algumas já nem existem como é o caso dos ursos pardos que há mais de dois séculos ainda andavam na serra do Gerês.

A Berta estava a dormir
A Berta estava a dormir

No Parque há um casal, a Berta e o Sandro. São muito bonitos, dorminhocos e possantes. Já tiveram uma cria.

Estão na área selvagem do Parque que ocupa uma encosta da serra, depois de se atravessar o rio. É a parte com mais sucesso. Famílias e escolas visitam muito o parque e é nesta área onde jovens e adultos mais ficam encantados com as espécies selvagens que existem em Portugal.

Um lobo
Um lobo

Podemos ver ainda, entre outros, linces, raposas, veados, javalis e algumas aves de rapina que já não podem regressar à natureza.
Estes animais estão em cercados.

Cavalo no picadeiro
Cavalo no picadeiro

Os que permitem uma maior interatividade com os visitantes estão na quinta pedagógica. Cavalos, porcos, galinhas, vacas e muitos outros que podemos alimentar ou fazer festas. Mas atenção. Se estiver a fazer festas ao Xico, um burro muito simpático, e ouvir barulho ao lado, pontapés na porta, não se assuste. É o vizinho, um burro de Miranda que está cheio de ciúmes e também quer atenção.

O burro de Miranda que adora festas
O burro de Miranda que adora festas

É muito ciumento e fica de imediato muito calmo quando também lhe fazemos uma festa.
Através deste tipo de interação ou da descoberta de algumas raças, procura-se sensibilizar os visitantes para questões ambientais e para a preservação da nossa fauna e flora.

Aves que não podem voltar ao seu habitat natural
Aves que não podem voltar ao seu habitat natural

Por exemplo, não querer domesticar animais selvagens. Nem o contrário. Não devolver de forma aleatória à natureza animais exóticos. É o caso de muitas tartarugas importadas para animais de estimação e que por vezes as pessoas colocam nos rios. Este comportamento tem sido nocivo para os cágados, espécies autóctones portuguesas. Para conter este risco vários parques aceitam a entrega das tartarugas.
No dia da minha visita foi o caso de uma tartaruga com mais de 20 anos que ia experimentar viver num lago.

Há muitos veados
Há muitos veados

O Parque Biológico da Serra da Lousã não aceita mais animais e, por outro lado, deseja apenas representar as espécies autóctones portuguesas. Abriu apenas uma excepção em relação a Lamas que estavam numa empresa de coméstica que fazia testes com animais.

Os eixos do Parque Biológico da Serra da Lousã
Os eixos do Parque Biológico da Serra da Lousã

Ao aceitarem os Lamas o Parque também reforça uma das mensagens que está na origem do projecto da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional – que é fomentar a inclusão. De pessoas e animais.
Cerca de 90% dos colaboradores quando foram recrutados tinham problemas de inserção social e com o trabalho diário junto dos animais os efeitos pretendidos são mais fáceis de atingir. Alguns trabalham num museu de artes e ofícios.

Área museológica
Área museológica

O Parque Biológico da Serra da Lousã tem ainda outras valências como um museu centrado na evolução cultural e tecnológica e com um levantamento dos instrumentos das principais actividades económicas da região de Miranda do Corvo. Há também uma vertente relativa à liberdade de culto e à diversidade de religiões.

Margarida Soares é bióloga no Parque
Margarida Soares é bióloga no Parque

O Parque está no sopé da Serra da Lousã, envolvido de verde e tem ainda uma escola de equitação e um picadeiro onde se realizam provas de hipismo.

A arca de Noé no Parque Biológico da Serra da Lousã
faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, A arca de Noé no Parque Biológico da Serra da Lousã, pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

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